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Adenomiose

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Adenomiose
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Assim como o diagnóstico, o tratamento da adenomiose é um desafio para médicos e pacientes

A adenomiose é uma condição ginecológica bastante frequente nos consultórios ginecológicos, sendo mais comum em mulheres entre 40 e 50 anos. Porém, embora esse quadro seja benigno, a investigação e o diagnóstico dessa condição são fundamentais para tratar a adenomiose e reduzir as complicações, principalmente com relação à fertilidade e qualidade de vida.

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O que é a adenomiose?

A adenomiose pode ser explicada como a presença e crescimento de tecido endometrial nas camadas musculares do útero, o miométrio. Essa migração do tecido endometrial resulta em um útero aumentado e com paredes mais espessas do que o normal, além de cursar com cólica de alta intensidade, dor crônica e sangramentos menstruais volumosos.

Quais as causas da adenomiose?

As causas da adenomiose não são conhecidas, embora existam teorias sugerindo que o problema está relacionado a:

  • Invaginação do endométrio para a musculatura uterina;
  • Remanescentes embriológicos müllerianos;
  • Microtrauma da interface endometrial ou miometrial;
  • Ruptura da zona juncional, que pode resultar na migração de células endometriais para o miométrio.

A falta de membrana basal entre o endométrio e o miométrio, assim como o estrogênio e a progesterona, também contribuem para a fisiopatologia da adenomiose.

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Tipos de adenomiose

Existem dois principais tipos de adenomiose, a focal e a difusa, e é fundamental diferenciá-las para poder guiar e definir o melhor tratamento.

Na adenomiose focal, o tecido endometrial cresce em lugares pontuais dentro das camadas musculares do útero, causando um espessamento em apenas uma região. Já a adenomiose difusa é caracterizada pelo crescimento mais “espalhado” do tecido endometrial nas camadas musculares, levando a um aumento generalizado do órgão.

Sintomas da adenomiose

Os sintomas da adenomiose podem variar conforme o tipo da condição de cada paciente (focal ou difusa) e de outras características pessoais, mas de forma geral deve-se suspeitar de adenomiose na presença destes sintomas:

  • Dor pélvica principalmente durante a menstruação;
  • Cólica menstrual intensa;
  • Dor durante a relação sexual (dispareunia);
  • Sangramento uterino abundante;
  • Sangramento uterino fora do período menstrual;
  • Sensação de pressão ou peso na região pélvica.

Muitos desses sintomas são comuns a outras condições ginecológicas, portanto a investigação das causas deve ser cuidadosa para obter um diagnóstico certeiro.

Adenomiose e endometriose: qual a diferença?

Ambas as condições envolvem o crescimento anormal de tecido endometrial fora de seu devido local. Porém, enquanto na adenomiose as células endometriais crescem nas camadas musculares do útero, na endometriose esse tecido pode crescer em qualquer local fora do útero, inclusive em órgãos fora da pelve.

Relação entre adenomiose e infertilidade

A relação entre adenomiose e infertilidade é um tópico de debate e estudo contínuo, pois embora não haja uma ligação direta e conclusiva, acredita-se que a adenomiose possa afetar a capacidade de implantação do embrião no útero devido às alterações estruturais e inflamatórias causadas pela condição. Porém, muitas mulheres com adenomiose conseguem engravidar e ter uma gestação tranquila quando a condição é devidamente diagnosticada e tratada.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser desafiador, uma vez que muitos de seus sintomas, como dor pélvica e sangramento abundante, também estão presentes em outras condições ginecológicas. Assim, geralmente, o diagnóstico começa com a história clínica da paciente e um exame físico ginecológico, cujos achados demandam a realização de exames de imagem que ajudam a descartar outras causas e confirmar a adenomiose.

A ultrassonografia transvaginal (USTV) é um dos exames mais realizados para se diagnosticar a adenomiose, porém em alguns casos o resultado pode ser falso negativo, visto que é “examinador-dependente”. Portanto, se for realizar uma USTV, procure sempre um especialista em adenomiose capacitado e experiente.

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Quais os tratamentos para adenomiose?

Os tratamentos variam com base na gravidade dos sintomas, idade da paciente, desejo de engravidar e outras considerações individuais.

De forma geral, o tratamento de escolha para essa condição sempre foi a histerectomia, ou seja, a retirada do útero. Porém, muitas mulheres desenvolvem a adenomiose quando ainda são jovens e sem filhos, de tal forma que tratamentos alternativos passaram a ser propostos tanto para aquelas que ainda desejam engravidar quanto para aquelas que têm risco cirúrgico elevado.

Assim, para as pacientes que desejam evitar ou adiar a histerectomia existem tratamentos medicamentosos que ajudam a controlar os sintomas, como anti-inflamatórios para controle da dor e o uso de pílulas anticoncepcionais que suprimem os hormônios sexuais e inibem a menstruação. Além das pílulas, as pacientes com adenomiose que têm desejo reprodutivo futuro podem se beneficiar do dispositivo intrauterino (DIU) hormonal, que melhora as cólicas e o sangramento da paciente durante o uso.

Já para os casos de adenomiose com sangramento intenso, há também a opção da ablação endometrial por histeroscopia, um procedimento que consiste na inserção de um instrumento no útero através do canal vaginal e do colo para destruir e remover os focos indevidos de endométrio. Mas esse tipo de cirurgia não está indicado para pacientes com desejo de engravidar posteriormente.

Por fim, outra opção minimamente invasiva é a embolização das artérias uterinas, que visa diminuir o fluxo sanguíneo para o tecido uterino, inibindo assim o crescimento das células endometriais no miométrio. Porém, esse método não é indicado para mulheres que querem engravidar posteriormente, visto que há poucos estudos sobre seu impacto na redução dos sintomas e, principalmente, na fertilidade.

Existem cirurgias específicas para casos mais graves, com ressecção de parte de miométrio. No entanto essas cirurgias devem ser indicadas para casos específicos e a paciente deve ser orientada sobre todas as complicações possíveis desta cirurgia, especialmente em uma gestação posterior.

Ou seja, o tratamento mais efetivo da adenomiose é, de fato, a histerectomia — realizada preferencialmente por técnica minimamente invasiva (como cirurgia robótica ou laparoscópica), mas é também a opção mais invasiva e que mais traz mudanças à vida da mulher. Portanto, a escolha pelo tratamento, seja ele medicamentoso ou cirúrgico, deve ser feita entre médico e paciente a partir das prioridades de cada mulher, da especificidade de cada quadro e das condições de saúde de cada uma.

Além disso, assim como o diagnóstico deve ser guiado e direcionado por um profissional médico qualificado, o tratamento da adenomiose também deve ser realizado por um ginecologista experiente, que além de ter capacidade técnica saiba que cada paciente é única, e que o tratamento ideal dependerá de sua situação médica, desejos pessoais e objetivos a longo prazo.

Entre em contato e agende sua consulta com a Dra. Priscila Matsuoka.

 

Fontes:

IPGO

Febrasgo

Cuidado integral
à saúde da mulher

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