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Malformação uterina

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Malformação uterina
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Abortamentos recorrentes e prematuridade são algumas complicações que podem ser causadas pela malformação uterina

A malformação uterina é uma condição congênita (presente desde o nascimento) que afeta de 3 a 5% da população feminina. Porém, ainda que sua relação direta com a infertilidade não esteja totalmente estabelecida, sabe-se que as malformações uterinas podem causar complicações gestacionais e, em algumas mulheres, gerar sintomas com impacto à qualidade de vida.

Portanto, sempre que diagnosticada com malformação uterina, a mulher deve ser adequadamente avaliada e acompanhada por um ginecologista experiente a fim de compreender os impactos dessa condição à sua vida bem como definir, em conjunto, a necessidade de se submeter ao tratamento cirúrgico.

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O que são malformações uterinas?

A formação do sistema reprodutor feminino ocorre entre a sexta e a décima segunda semana de vida intrauterina, quando as estruturas chamadas “ductos de Müller” se transformam, dando origem ao útero, às tubas uterinas e aos 2/3 superiores da vagina. Porém, quando ocorre alguma falha durante esse período, a mulher pode nascer com alguma malformação uterina, como ausência de útero ou uma morfologia diferente do padrão.

Geralmente, essas alterações estruturais não causam sintomas nos primeiros anos de vida, sendo que na maioria das vezes ou são diagnosticadas ao acaso (durante exames de imagem com outros fins) ou em duas situações mais específicas: quando a adolescente se queixa de nunca ter menstruado (amenorreia primária) ou quando a mulher apresenta complicações gestacionais recorrentes.

Tipos de malformações uterinas

A depender do formato que o útero adquire durante a vida intrauterina da mulher, é possível haver diferentes tipos de malformações uterinas, sendo que as mais comuns estão descritas a seguir.

Útero didelfo

Mulheres com esse tipo de malformação uterina apresentam um “útero duplo”, como se fossem dois úteros unidos de um lado (na região mais central) e que nas laterais cada um se liga a uma das tubas uterinas. Essa é a alteração anatômica mais complexa dentre as malformações uterinas, mas, ainda assim, o útero didelfo não impede a mulher de engravidar, embora possa gerar mais complicações durante a gestação e demande um pré-natal mais cuidadoso.

Útero bicorno

Nesse tipo de malformação uterina, o útero apresenta um formato de “Y”. Ou seja, há apenas um colo, mas o fundo do órgão se divide em dois (possuindo uma chanfradura na superfície externa), e por isso é bastante comum que ele seja confundido com o útero septado, demandando maior cuidado no diagnóstico ginecológico.

Útero septado

O útero septado é a malformação uterina mais comum segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), e é caracterizado pela presença de uma “parede” interna que o divide parcial ou completamente, se assemelhando bastante ao útero bicorno. Por isso, a ultrassonografia com reconstrução 3D é um exame que tem sido bastante realizado para confirmar o diagnóstico.

Útero arqueado

Também chamado de “útero arqueado”, esse tipo de malformação uterina é caracterizado por alterações na morfologia do fundo uterino, que pode se apresentar achatado ou levemente côncavo (arqueado). Embora esse quadro não inviabilize uma gestação, é importante que as pacientes tenham um acompanhamento médico mais próximo durante o pré-natal, pois o útero arqueado pode ser fator de risco para perda gestacional de segundo trimestre e trabalho de parto prematuro.

Existem algumas alterações na morfologia uterina que são menos comuns, mas que devem sempre serem lembradas pelo ginecologista na hora de avaliar a paciente. Esses outros tipos de malformações uterinas incluem a agenesia (ausência) uterina, a síndrome de Rokitansky-Kuster-Hauser (agenesia vaginal com desenvolvimento uterino variado) e o útero unicorno, que tem apenas metade do tamanho de um útero normal.

É importante citar, também, que 20 a 30% das pacientes com malformação uterina apresentam anomalias do trato urinário. Por isso, sempre que uma mulher for diagnosticada com alguma dessas malformações (principalmente com útero unicorno e bicorno), o ginecologista deve avaliar o trato urinário a fim de identificar anomalias e possíveis complicações futuras.

Qual é a relação entre as malformações uterinas e a infertilidade?

Segundo a Febrasgo, a malformação uterina está diretamente relacionada às complicações gestacionais, porém, sua relação com a infertilidade ainda não é totalmente aceita e compreendida. Isso porque, embora 3 a 5% das mulheres com dificuldade de engravidar tenham alguma malformação uterina, não é possível afirmar se essa é a real causa do problema.

Por outro lado, as complicações gestacionais associadas à malformação uterina já estão bem estabelecidas, sendo estas as principais:

  • Abortamento de repetição;
  • Trabalho de parto prematuro;
  • Restrição de crescimento intra-uterino;
  • Anormalidades na inserção placentária
  • Rotura uterina
  • Apresentação anormal do feto (transversal ou pélvico);
  • Complicações durante o parto.

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Dra. Priscila Matsuoka

Existe tratamento para malformações uterinas?

Sim, e o único tratamento disponível para as malformações uterinas é a cirurgia, visto que o objetivo é adequar a anatomia do órgão para evitar as complicações obstétricas e os sintomas que costumam afetar a qualidade de vida da paciente.  Os procedimentos cirúrgicos são minimamente invasivos e variam de acordo com a malformação encontrada. Eventualmente podem ser necessária apenas histeroscopia. No entanto, em casos mais complexos,

é possível associar técnicas com cirurgia via vaginal associada a cirurgia robótica via abdominal pois é uma abordagem mais efetiva e que garante à mulher uma recuperação mais tranquila, bem como um retorno mais rápido às suas atividades.

Assim, além das complicações obstétricas, a cirurgia para correção de malformação uterina visa reduzir os quadros de:

  • Retenção de sangue na cavidade uterina
  • Retenção de sangue na vagina;
  • Endometriose;
  • Dor pélvica crônica;
  • Sangramento uterino anormal;
  • Infecção do trato genital.

Ou seja, cada mulher deve ser devidamente avaliada e acompanhada por seu ginecologista para definir quais as indicações do procedimento, visto que não há recomendação oficial de fazer a cirurgia em mulheres assintomáticas ou com infertilidade por outros motivos.

Para saber mais sobre malformação uterina, entre em contato com a Dra. Priscila Matsuoka.

Fontes:

Federação Brasileiras das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)

UpToDate

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à saúde da mulher

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