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Histeroscopia Cirúrgica

Histeroscopia Cirúrgica
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Procedimento pode ter caráter diagnóstico ou terapêutico, dependendo das necessidades de cada caso

A histeroscopia cirúrgica é um procedimento ginecológico minimamente invasivo que pode ter caráter tanto diagnóstico, quanto terapêutico. Possibilita o tratamento de patologias da cavidade uterina e o diagnóstico de condições que afetam a região. Para isso, é utilizado um dispositivo chamado histeroscópio, composto por um tubo óptico com uma câmera acoplada, que transmite imagens de alta resolução para um monitor.

Por meio da histeroscopia cirúrgica, a ginecologista consegue visualizar a cavidade uterina, entrada das tubas uterinas, canal cervical e vagina, fazendo uma avaliação precisa das alterações existentes, identificando as patologias que precisam ser removidas ou tratadas. A intervenção pode ser tanto diagnóstica como cirúrgica, sendo que a primeira pode ser realizada em ambiente ambulatorial, caso o objetivo seja apenas visualização.

A histeroscopia cirúrgica, como o nome indica, é realizada com o intuito de fazer pequenas correções, extrair corpos estranhos e tratar condições específicas, como pólipos uterinos ou miomas submucosos, além de remover aderências e corrigir alterações da cavidade uterina.

Como é feito o procedimento?

O procedimento é muito similar a uma endoscopia, mas realizado a partir do canal vaginal. Por mais que seja minimamente invasiva, a histeroscopia cirúrgica precisa ser realizada em centro cirúrgico, com internação e uso de anestesia para garantir o conforto da paciente. O procedimento é realizado com a paciente em posição ginecológica, sob anestesia. O histeroscópio é introduzido na vagina da paciente, chegando até o útero, captando imagens de alta resolução que são projetadas em um monitor.

O equipamento de histeroscopia também conta com pequenos instrumentos cirúrgicos e uma via para a instilação de uma solução especial no interior do útero, a qual promover a distensão da cavidade uterina, melhorando a  visualização e facilitando o manuseio das estruturas. A intervenção dura entre 30 minutos e 1 hora e meia, dependendo, obviamente, da doença que está sendo tratada. Não há necessidade de pontos.

A anestesia utilizada para a realização da histeroscopia cirúrgica pode ser tanto geral quanto raquidiana, dependendo da extensão do procedimento. O procedimento é sempre individualizado, cabendo ao especialista responsável, avaliar o método anestésico mais adequado.

Passo a passo da intervenção

A histeroscopia cirúrgica começa com a realização de uma dilatação progressiva do colo do útero. O passo seguinte é a introdução do instrumental, ou seja, a inserção do histeroscópio para a realização do procedimento. Em seguida, é realizada uma cuidadosa avaliação da cavidade uterina, para a identificação do problema, seguido do tratamento do mesmo. A intervenção termina com a lavagem da cavidade uterina e retirada dos equipamentos.

O procedimento não demanda curativos ou pontos, e complicações são muito raras. As principais possibilidades dizem respeito à perfuração uterina, sobrecarga hídrica, hemorragia uterina e infecção localizada.

Passo a passo da intervenção

Quando a histeroscopia cirúrgica é indicada?

Existem diversas situações nas quais a histeroscopia cirúrgica é indicada, sendo que a principal delas é a investigação de sangramentos anormais. O procedimento também pode ser realizado com o intuito de identificar problemas no útero e câncer de endométrio, bem como diagnosticar as causas de dificuldade para engravidar, aborto espontâneo de repetição e adenomiose.

No que diz respeito à realização de procedimentos, a histeroscopia pode ser realizada para tratar diversas condições e anormalidades uterinas. Algumas das principais são:

  • Miomas submucosos: o procedimento possibilita a remoção dessas formações benignas de maneira segura, sem danos à parede uterina;
  • Pólipos endometriais e endocervicais: a histeroscopia permite a remoção completa dos pólipos, evitando risco de recorrência;
  • Sinéquias: correção de aderência de tecidos da cavidade uterina;
  • Ablação endometrial para interrupção de sangramento uterino;
  • Tratamento de alterações congênitas do trato genital feminino;
  • Retirada de produtos placentários ou resultantes da concepção após o nascimento, ou quando ocorre abortamento;
  • Remoção de dispositivos intrauterinos (DIUs) quando o fio do dispositivo não está visível;
  • Biópsias direcionadas;
  • Avaliação do canal cervical.

Preparação para a histeroscopia cirúrgica

Os cuidados antes do procedimento são bastante simples, sendo recomendado apenas que a mulher respeite o tempo de jejum para se submeter à anestesia. Além disso, ela não pode estar com sangramento vaginal, ser gestante, apresentar infecção pélvica no momento da intervenção.

Dependendo do caso, o médico pode pedir que a mulher tome pílulas anticoncepcionais por cerca de um mês antes do procedimento, de modo a conferir maior visibilidade às estruturas uterinas sem risco de sangramento.

Todos esses preparativos e recomendações pré-operatórias são individualizados e sua necessidade é identificada previamente pela uroginecologista, ao longo das consultas.

Pós-operatório e recuperação da paciente

Pós-operatório e recuperação da paciente

O pós-operatório da histeroscopia cirúrgica é considerado simples e demanda que a mulher fique em observação por cerca de 3 horas para recuperação da cirurgia. Por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, sem necessidade de pontos, a recuperação é rápida e a paciente normalmente recebe alta hospitalar assim que estiver bem acordada e não sentir qualquer desconforto ou alteração.

Nos primeiros dias após o procedimento, é esperado que a mulher sinta uma dor bem leve, semelhante a uma cólica menstrual. A paciente também pode apresentar discreta perda de sangue pela vagina ao longo de algumas semanas, podendo se prolongar até a próxima menstruação. Sintomas de febre, calafrios ou sangramento muito intenso demandam atenção, e a paciente deve procurar um médico caso apresente algum deles.

Também é recomendado que a mulher não tenha relações sexuais nos 15 primeiros dias após o procedimento. Todas essas instruções são passadas no período preparatório para a cirurgia e relembradas no momento da alta hospitalar.

Para saber mais sobre a histeroscopia cirúrgica, tirar suas dúvidas sobre o procedimento e entender quando ele é indicado, entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Priscila Matsuoka.

 

Fontes:

Hospital 9 de Julho

Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica

Dra. Priscila Matsuoka

Cuidado integral
à saúde da mulher

Agende uma consulta
(11) 99802-1564