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pH vaginal: o que é e como equilibrar?

pessoa segurando uma flor com as mãos.
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

18 agosto, 2023

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Evitar duchas vaginais e o uso constante de antibióticos são formas de garantir o equilíbrio

A microbiota do trato genital feminino desempenha um papel de grande importância na manutenção do pH vaginal e na defesa contra agentes potencialmente prejudiciais. Para manter a flora vaginal saudável, o pH é naturalmente ácido, garantindo especialmente a sobrevivência dos lactobacilos, principais bactérias colonizadoras do trato vaginal. Além disso, alterações do pH podem propiciar o crescimento de fungos e bactérias prejudiciais a mulheres.

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O que é pH vaginal?

O pH vaginal é o “nível” de acidez ou alcalinidade do ambiente vaginal. Considerando-se que em qualquer situação o pH 7 é considerado como neutro, pode-se dizer que a vagina saudável é um ambiente ácido, pois seu pH varia entre 3,8 e 4,5. Essa característica do pH vaginal é importante para manter o equilíbrio da flora local, composta principalmente por lactobacilos, microrganismos que ajudam a proteger a genitália feminina contra infecções. Ou seja, alterações de pH fora desse intervalo podem levar a um desequilíbrio da flora bacteriana e predispor a mulher a infecções diversas.

Assim, um aumento no pH pode indicar um quadro de vaginose bacteriana, enquanto um pH mais baixo do que o normal pode estar associado a infecções fúngicas, como a candidíase. Porém, para que qualquer diagnóstico possa ser firmado, são necessários outros exames e uma adequada correlação clínica, ou seja, apenas a mensuração do pH vaginal não é o suficiente para iniciar tratamentos.

Como o pH vaginal afeta minha saúde?

São diversas as formas que o organismo feminino tem para se defender contra agentes infecciosos, como a pele, a produção de muco e a presença de uma microbiota protetora. Assim, manter um pH vaginal equilibrado, entre 3,8 e 4,5, é fundamental para permitir a sobrevivência da flora bacteriana benéfica (que combate outros agentes infecciosos), bem como para inibir o crescimento de organismos prejudiciais que só conseguem sobreviver em meios neutros ou alcalinos. Portanto, o equilíbrio ácido ajuda a prevenir infecções que afetam a qualidade de vida da mulher, como a vaginose bacteriana e a candidíase de repetição.

O que pode alterar o pH vaginal?

As alterações no pH podem ocorrer devido a vários fatores locais ou sistêmicos, como:

  • Relações sexuais;
  • Uso de antibióticos;
  • Ducha vaginal;
  • Menopausa;
  • Gestação;
  • Higiene inadequada;
  • Tabagismo;
  • Quimioterapia;
  • Consumo excessivo de carboidratos e açúcares.

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Quais os sintomas?

Quando o pH vaginal é alterado e se torna mais alcalino (acima de 4,5), pode haver um desequilíbrio na microbiota vaginal, resultando no crescimento excessivo de bactérias prejudiciais, como a Gardnerella vaginalis na vaginose bacteriana. Essas condições podem levar a sintomas desconfortáveis na região genital, como:

  • Ardência;
  • Irritação na vulva;
  • Corrimento anormal e de coloração diferente;
  • Odor fétido.

Como manter o pH vaginal em equilíbrio?

Para manter o pH em equilíbrio é preciso, primeiramente, manter uma higiene íntima adequada, sendo desnecessário realizar duchas vaginais ou utilizar produtos “agressivos”, pois apenas sabonete neutro é suficiente para a higiene, e o uso de alguns produtos pode remover a camada protetora da mucosa vaginal, alterando o pH. Já com relação às roupas, dê preferência para os tecidos naturais, como o algodão, que permitem que a região genital “respire” adequadamente, reduzindo a umidade e o risco de crescimento bacteriano ou fúngico excessivo.

Igualmente importante é a orientação de praticar sexo protegido, com o uso de preservativos, pois o contato com agentes infecciosos sexualmente transmissíveis também pode afetar o pH vaginal e causar complicações. Por fim, manter hábitos de vida saudáveis, controlar e tratar corretamente as doenças crônicas e não se automedicar são dicas valiosas para garantir sua saúde genital.

Agende sua consulta com a Dra. Priscila Matsuoka.

Fontes:

Universidade de Brasília

Febrasgo