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Síndrome da congestão pélvica

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Imagem ilustrativa de mulher com expressão de dor na região pélvica
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

11 abril, 2024

Por:

Mulheres com dor pélvica crônica de origem indeterminada devem ser investigadas quanto à síndrome da congestão pélvica

A síndrome da congestão pélvica é uma condição que afeta principalmente mulheres entre 20 e 45 anos com história de dois ou mais partos prévios, sendo causa de dor intensa e desconforto na região pélvica, o que afeta de forma consideravelmente a qualidade de vida dessas pacientes. Estima-se que essa seja a causa da dor pélvica crônica em até 15% das mulheres, sendo uma condição ainda pouco diagnosticada devido à sobreposição a outras condições.

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O que é a síndrome da congestão pélvica?

A síndrome da congestão pélvica é uma importante causa de dor pélvica crônica que piora ao ficar de pé e após ao coito em mulheres que possuem varizes periovarianas. Curiosamente, muitas mulheres são assintomáticas, ao passo em que outras enfrentam um quadro bastante doloroso, e não se sabe por qual motivo isso ocorre.

Quais são as causas?

Sabe-se que a síndrome da congestão pélvica pode estar associada a uma incompetência das válvulas que participam da drenagem venosa, mas outras causas também já foram associadas, como alterações anatômicas e a compressão de vasos renais. Assim, não é possível definir uma causa específica para essa condição, mas alguns fatores de risco que sabidamente colaboram para seu desenvolvimento são:

  • Múltiplas gestações;
  • Predisposição genética;
  • Obstrução venosa em membros inferiores;
  • Alterações hormonais.

Principais sintomas da síndrome da congestão pélvica

Os sintomas da síndrome da congestão pélvica variam em intensidade entre as pacientes, sendo que nas mulheres sintomáticas as principais queixas são:

  • Dor crônica na região pélvica;
  • Desconforto durante ou após o sexo;
  • Sensação de pressão ou peso na pelve;
  • Varizes visíveis na vulva;
  • Cólicas menstruais fortes;
  • Dor ao urinar (disúria).

Vale destacar que a dor causada pela síndrome da congestão pélvica costuma se intensificar ao final do dia ou quando a paciente fica muito tempo em pé, mas apresenta melhora importante ao repouso, principalmente ao se deitar.

Como é realizado o diagnóstico?

O diagnóstico da síndrome da congestão pélvica costuma ser desafiador, pois os sintomas podem se sobrepor a outras condições ginecológicas. Assim, além da história clínica e do exame físico ginecológico, exames de imagem, especialmente a ultrassonografia com doppler e a angiotomografia, podem ser utilizados para visualizar as veias pélvicas e identificar possíveis obstruções ou dilatações.

Saiba como tratar e prevenir condições ginecológicas fazendo um bom acompanhamento.

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Tratamento da síndrome da congestão pélvica

Não existe, atualmente, um tratamento ou abordagem padrão para a síndrome da congestão pélvica, portanto o médico ginecologista deve avaliar cada paciente individualmente para definir qual a melhor terapêutica para cada mulher em conjunto com cirurgião vascular.

Opções não cirúrgicas

Por se tratar de uma condição de insuficiência vascular, algumas opções não cirúrgicas podem ser tomadas para tentar obter uma melhora dos sintomas e evitar abordagens invasivas, tais como:

  • Medidas conservadoras: repouso, uso de meias compressivas e atividades direcionadas, como fisioterapia;
  • Medicamentos sintomáticos, como anti-inflamatórios e analgésicos;
  • Medicamentos para insuficiência venosa;

Opções cirúrgicas

Os procedimentos e tratamentos cirúrgicos têm sido cada vez mais realizados em pacientes com síndrome da congestão pélvica devido aos seus excelentes resultados, principalmente em situações refratárias à abordagem conservadora.

A abordagem preferencial é a embolização venosa, um procedimento minimamente invasivo que consiste em cateterizar os vasos varicosos para realizar a embolização  e aliviar os sintomas de dor, pressão pélvica e desconforto da paciente. Já em casos mais graves, uma opção de procedimento é fazer a ligadura das veias ovarianas, o que interrompe o fluxo sanguíneo anormal para a região comprometida.

É possível tratar com cirurgia robótica?

Em alguns casos graves, a cirurgia robótica pode ser uma opção para o tratamento da síndrome da congestão pélvica, principalmente para as mulheres cujos sintomas são muito intensos ou refratários a outros tratamentos. Nessas situações, a cirurgia robótica pode estar indicada, sendo uma abordagem mais precisa e minimamente invasiva.

O que pode acontecer se não tratar a congestão pélvica?

Se não tratada, a SCP pode levar a complicações adicionais, como aumento da dor, formação de varizes vulvares e impacto na qualidade de vida.

Qual profissional trata a síndrome da congestão pélvica?

O tratamento da síndrome da congestão pélvica muitas vezes requer uma abordagem multidisciplinar, pois ginecologistas, cirurgiões vasculares e radiologistas intervencionistas são profissionais que podem estar envolvidos no diagnóstico e tratamento da condição. Assim, uma avaliação completa por um ginecologista é geralmente o primeiro passo para descartar outras causas e investigar a síndrome da congestão pélvica como um possível diagnóstico.

Ou seja, escolher um ginecologista experiente é imprescindível para as mulheres com dor pélvica crônica e que buscam uma solução para seu quadro.

Papel do ginecologista no diagnóstico e tratamento da SCP

O ginecologista é o médico que tem experiência no reconhecimento dos sintomas da síndrome da congestão pélvica, desempenhando um papel fundamental no diagnóstico e tratamento da condição.

Entre em contato com a Dra. Priscila Matsuoka.

Fontes:

Febrasgo

MSD Manuals

Jornal Vascular Brasileiro

Cuidado integral
à saúde da mulher

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