Mulheres com bexiga hiperativa podem ter comprometimento da qualidade de vida
A bexiga hiperativa é uma condição caracterizada pela sensação de urgência e aumento da frequência urinária, podendo ou não ter incontinência associada. Estima-se que esse quadro afete mais de 30% das pessoas com mais de 75 anos, sendo que a associação com incontinência é mais comum nas mulheres.
Por isso, é fundamental que as mulheres compreendam as causas da bexiga hiperativa, bem como seus sinais e sintomas.
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O que é a bexiga hiperativa?
A bexiga hiperativa é uma síndrome que resulta de contrações involuntárias do músculo da bexiga, mesmo quando ela não está completamente cheia. Com isso, o paciente sente uma necessidade urgente e frequente de urinar, que pode ser difícil de controlar, causando impacto importante à qualidade de vida, principalmente das pessoas mais novas.
Qual a diferença entre bexiga hiperativa e incontinência urinária?
Embora estejam relacionadas, a bexiga hiperativa e a incontinência urinária são duas condições distintas, mas que em alguns pacientes podem coexistir. No caso da incontinência urinária, há uma perda involuntária de urina, muitas vezes sem a pessoa sequer perceber. Assim, esses pacientes comumente relatam que ao final do dia notam umidade nas roupas íntimas.
Esse quadro de incontinência pode ser consequência da bexiga hiperativa ou de outras condições, inclusive anatômicas, como o enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico, deficiência no esfíncter uretral.
Qual a causa da bexiga hiperativa?
As causas dessa síndrome são diversas e incluem:
- Disfunção neurológica decorrente de doenças como Parkinson, esclerose múltipla e lesões medulares decorrentes de trauma;
- Uso de medicamentos que afetem a função contrátil da bexiga ou que causem irritação ao órgão;
- Consumo de substâncias inflamatórias ou irritativas à bexiga, como cafeína, álcool e alimentos picantes.
Sintomas de bexiga hiperativa
- Necessidade súbita e intensa de urinar;
- Aumento da frequência urinária;
- Perda involuntária da urina;
- Noctúria (acordar várias vezes à noite para urinar).
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Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da bexiga hiperativa deve ser feito por um médico especializado na área, sendo que as mulheres se beneficiam de uma consulta e investigação feita pelo uroginecologista. Assim, além do exame físico e do histórico médico com revisão detalhada dos sintomas e dos hábitos urinários, o médico pode solicitar a realização de exames específicos, como análise de urina, diário miccional. Como os sintomas de bexiga hiperativa são comuns a várias doenças, é preciso excluir outros problemas como câncer de bexiga antes de fechar o diagnóstico da condição.
Quais são as opções de tratamento para bexiga hiperativa?
Mudanças no estilo de vida, como redução do consumo de cafeína, álcool e alimentos irritantes
Ajustes na dieta e os hábitos diários, como reduzir o consumo de cafeína, álcool e alimentos que irritam a bexiga, além de controlar a ingestão de líquidos.
Fisioterapia com eletroestimulação
Utiliza-se aparelhos que enviam estímulos elétricos leves para fortalecer os músculos do assoalho pélvico e melhorar o controle da bexiga.
Medicamentos para reduzir as contrações da bexiga
Ajudam a reduzir as contrações involuntárias da bexiga, diminuindo a urgência e a frequência urinária.
Injeções de toxina botulínica
As Injeções de toxina botulínica são aplicadas diretamente na bexiga, relaxam a musculatura e reduzem os episódios de urgência urinária.
Terapia de neuromodulação
Este tratamento de bexiga hiperativa envolve a estimulação elétrica de nervos que controlam a bexiga, ajudando a regular seu funcionamento.
Como prevenir esse quadro?
Embora nem sempre seja possível prevenir a bexiga hiperativa, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco, sendo a principal delas a manutenção de um peso saudável e não fumar. Além disso, exercícios físicos também são recomendados e apresentam excelentes resultados, bem como o controle de doenças crônicas e redução do consumo de cafeína em excesso.
Portanto, se você está enfrentando sintomas de bexiga hiperativa, agende uma consulta com a Dra. Priscila Matusoka para obter um diagnóstico e tratamento eficaz.
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Fontes:


