O mioma submucoso pode causar sangramentos intensos, cólicas e infertilidade, podendo ser tratado com medicamentos ou cirurgia
O mioma submucoso é um tumor benigno que se desenvolve no endométrio, a camada que reveste o útero. Ao contrário dos intramurais, que se formam na parede do útero, ou dos subserosos, que surgem na superfície externa, esse tipo cresce voltado para a cavidade uterina, causando sintomas mais intensos e podendo afetar a fertilidade.
A seguir, entenda as principais características do mioma submucoso, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento disponíveis para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da paciente.
Quais as características do mioma submucoso?
Entre as principais características que diferenciam o mioma submucoso dos outros tipos são:
- Localização: cresce dentro da cavidade uterina;
- Sintomas: tende a causar sinais mais intensos, mesmo quando o mioma é pequeno, por causa de sua localização;
- Impacto na fertilidade: é o tipo que mais pode interferir na concepção, pois se desenvolve na região onde o embrião se implanta e cresce.
Como os miomas submucosos são classificados?
Classificar o mioma submucoso é essencial para definir o tratamento mais adequado. Esse tipo pode ser classificado em:
- Grau O: mioma totalmente dentro da cavidade uterina;
- Grau I: menos de 50% do mioma está no miométrio;
- Grau II: mais de 50% do mioma está inserido no miomáetrio (parede uterina).
Principais sintomas do mioma submucoso
Entre os tipos de miomas, o submucoso costuma ser o que gera sintomas mais precoces e intensos, mesmo quando pequeno. Entre os principais estão:
- Sangramentos menstruais abundantes;
- Sangramentos fora do período menstrual;
- Cólicas intensas;
- Dor pélvica e lombar;
- Sificuldade para engravidar ou abortos recorrentes;
- Anemia devido à perda de sangue;
- Aumento da frequência urinária em casos de miomas maiores;
- Dor durante relações sexuais.
Como o diagnóstico é realizado?
O diagnóstico do mioma submucoso geralmente começa com o ultrassom transvaginal, que consegue mostrar a presença do mioma, seu tamanho e sua localização dentro do útero. Em casos mais complexos, a ressonância magnética é indicada, pois fornece imagens detalhadas incluindo medidas importantes como manto interno e externo que calculam distâncias para programação cirúrgica.
Qual o tratamento do mioma submucoso?
O tratamento do mioma submucoso varia de acordo com o tamanho do tumor, a gravidade dos sintomas e o desejo da paciente de preservar a fertilidade. Em muitos casos, medicamentos podem ser usados para controlar os sintomas, como anti-inflamatórios, contraceptivos hormonais ou agonistas do GnRH, que também ajudam a reduzir temporariamente o tamanho do mioma.
Quando é necessário remover o mioma, a miomectomia por histeroscopia é o procedimento mais indicado. Esse método minimamente invasivo é feito pela via vaginal, sem cortes abdominais, permitindo alta rápida e recuperação em 2 a 5 dias.
Em situações em que o mioma submucoso é muito grande, pode ser necessária uma cirurgia mais complexa, via abdominal, ou até mesmo a histerectomia para a remoção total do útero, caso a paciente não deseje mais engravidar.
Quando há necessidade de operar?
A cirurgia de mioma é recomendada quando a paciente apresenta sintomas intensos ou comprometimento da fertilidade, como:
- Sangramento uterino excessivo e anemia;
- Cólicas e dor pélvica significativas;
- Infertilidade ou abortos recorrentes;
- Pressão em órgãos próximos, causando sintomas urinários ou intestinais;
- Crescimento rápido do mioma.
Qual profissional realiza o diagnóstico e tratamento do mioma submucoso?
O ginecologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento do mioma submucoso. Em casos que exigem intervenção cirúrgica, especialmente a histeroscopia ou a miomectomia, é indicado procurar um especialista com experiência em procedimentos minimamente invasivos e preservação uterina.
A Dra. Priscila Matsuoka, graduada em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP) e com especialização em Cirurgia Robótica pelo Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, é reconhecida pelo seu trabalho na área de ginecologia minimamente invasiva.
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Fontes
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia


