Trata-se de uma condição crônica que causa dor e desconforto na bexiga, acompanhada de urgência e frequência urinária
A síndrome da bexiga dolorosa é uma condição crônica que causa inflamação nas paredes da bexiga. Como provoca sintomas miccionais, muitas vezes o diagnóstico é demorado, o que atrasa o tratamento.
A seguir, entenda quais são as possíveis causas da síndrome da bexiga dolorosa, sintomas, como é feito o diagnóstico e os tratamentos disponíveis.
O que causa a síndrome da bexiga dolorosa?
A síndrome da bexiga dolorosa não tem uma causa única e ainda não é totalmente compreendida. Especialistas acreditam que ela surge de uma combinação de fatores, que podem incluir:
- alterações na parede da bexiga, que podem deixá-la mais sensível ou vulnerável;
- doenças autoimunes, em que o corpo reage de forma exagerada contra os próprios tecidos;
- genética, já que algumas pessoas podem ter maior predisposição;
- alergias ou inflamações, que podem aumentar a irritação da bexiga;
- infecções prévias, que podem desencadear alterações na mucosa vesical.
Como a condição resulta de vários fatores juntos, cada pessoa pode ter uma combinação diferente que contribui para o surgimento dos sintomas.
Sintomas da síndrome da bexiga dolorosa
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, podendo ser mais leves ou intensos. Os principais incluem:
- dor na região pélvica, que pode piorar à medida que a bexiga se enche;
- urgência para urinar, com vontade constante mesmo que saia pouca urina;
- aumento da frequência urinária, incluindo necessidade de urinar durante a noite;
- dor para urinar;
- desconforto durante relações sexuais, causado pela sensibilidade da bexiga e da musculatura da pelve.
Como diferenciar a síndrome da bexiga dolorosa da infecção urinária?
Os sintomas da síndrome da bexiga dolorosa sãofrequentemente confundidos com outras condições, como a infecção urinária. Apesar da semelhança, existem diferenças importantes, como a causa.
A infecção urinária é causada por bactérias e provoca dor ao urinar, febre e urina turva ou com odor forte. Já a síndrome da bexiga dolorosa tem origem em outros fatores e a dor tende a ser crônica, com duração maior que 6 meses.
Exames de urina podem ser feitos para diferenciar as duas causas. A infecção urinária mostra presença de bactérias na urina, enquanto a síndrome da bexiga dolorosa não apresenta infecção.
Como diagnosticar a síndrome da bexiga dolorosa?
O diagnóstico da síndrome da bexiga dolorosa começa com uma avaliação detalhada dos sintomas e exame físico para avaliar músculos e órgãos da pelve.
Além disso, são realizados exames para descartar outras condições, como exames de urina para verificar se há infecção bacteriana, exames de imagem como ultrassom, exame urodinamico e cistoscopia, um exame que utiliza um tubo fino com câmera para observar o interior da bexiga e verificar alterações no revestimento.
Opções de tratamento para síndrome da bexiga dolorosa
O tratamento da síndrome da bexiga dolorosa depende da intensidade dos sintomas e da resposta de cada pessoa, podendo incluir:
Mudanças comportamentais
Algumas práticas recomendadas são evitar alimentos e bebidas que irritam a bexiga, como café, álcool, alimentos muito ácidos ou condimentados, manter uma boa hidratação e adotar técnicas de relaxamento para reduzir a tensão muscular e o estresse.
Fisioterapia no assoalho pélvico
A fisioterapia relaxa e fortalece os músculos da pelve, melhorando a dor e a sensação de urgência urinária. As técnicas incluem liberação miofascial, exercícios de alongamento e fortalecimento e treinamento da musculatura para reduzir espasmos e tensão.
Tratamento medicamentoso e instilações
Quando necessário, a médica pode indicar medicamentos, como analgésicos, anti-inflamatórios, medicamentos para tratamento de dor crônica ou específicos para a bexiga, assim como instilações na bexiga, inserindo soluções na bexiga para reduzir inflamação e sensibilidade.
Procedimentos minimamente invasivos
Indicados quando os sintomas da síndrome da bexiga dolorosa são intensos ou não melhoram com outros tratamentos:
- Cistoscopia com hidrodistensão: exame em que a bexiga é preenchida com líquido para que a médica observe o revestimento e avalie a sensibilidade;
- Aplicação de toxina botulínica: pequenas injeções na bexiga que ajudam a relaxar os músculos e reduzir espasmos, aliviando a dor e a urgência urinária;
- Neuromodulação sacral: procedimento que envia estimulação elétrica suave aos nervos da pelve, ajudando a controlar a dor e a frequência de urina.
A síndrome da bexiga dolorosa tem cura?
A síndrome da bexiga dolorosa não tem cura. O objetivo do tratamento é aliviar a dor, reduzir a frequência urinária e melhorar a qualidade de vida no dia a dia.
Os sintomas podem ser controlados e o paciente pode ter uma rotina melhor com o acompanhamento médico, mudanças de hábitos, fisioterapia e outras abordagens necessárias para o caso.
Qual médico trata a síndrome da bexiga dolorosa?
O acompanhamento da síndrome da bexiga dolorosa é feito principalmente por uma urologista ou uroginecologista.
Nas mulheres, a uroginecologista é a profissional indicada para casos mais complexos. Essa especialista combina conhecimentos,ajudando a identificar as causas da dor, orientar exames, acompanhar tratamentos e indicar terapias específicas.
Entre em contato com a Dra. Priscila Matsuoka para agendar sua consulta!
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