Conheça as diferentes abordagens adotadas para esse problema que afeta muitas mulheres
A incontinência urinária é um problema comum e muitas vezes constrangedor. A gravidade varia desde perdas urinárias ocasionais ao tossir ou espirrar, até uma vontade tão repentina e forte de urinar que a pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo. No Brasil, estima-se que 11 a 23% da população feminina tenha algum tipo de incontinência urinária.
Existem tratamentos eficazes disponíveis que podem ajudar a controlar a perda involuntária de urina. Conheça alguns deles no texto a seguir.
O que é incontinência urinária feminina?
Incontinência urinária é a perda involuntária de urina. É um problema comum que afeta milhões de pessoas.
Principais tipos da incontinência urinária
Existem vários tipos de incontinência urinária, incluindo:
- Incontinência por esforço: quando a perda de urina ocorre aos esforços, como quando a pessoa tosse ou ri;
- Incontinência de urgência: há perdas de urina quando a pessoa sente uma vontade repentina e intensa de urinar;
- Incontinência por transbordamento: quando a pessoa não consegue esvaziar completamente a bexiga, e a perda urina ocorre por transbordamento da bexiga;
- Incontinência urinária mista: situações em que há perdas urinárias por esforço associadas a urgência miccional.
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Quais são as causas da doença?
Cada tipo de incontinência urinária pode estar relacionado a uma causa. A incontinência por esforço geralmente é resultado de enfraquecimento do ligamento pubouretral, dos músculos do assoalho pélvico e o do esfíncter uretral.
A incontinência de urgência geralmente é resultado da hiperatividade do músculo detrusor, que controla a bexiga.
A incontinência por transbordamento geralmente é causada por uma disfunção neurológica, que impede que ela se esvazie completamente ou que a pessoa perceba que a bexiga está cheia.
Existem também certos fatores que podem aumentar as chances de incontinência urinária, incluindo:
- Gravidez e parto vaginal;
- Infecção do trato urinário;
- Constipação;
- Menopausa;
- Tabagismo;
- Medicamentos, como diuréticos e sedativos;
- Obesidade;
- Histórico familiar de incontinência;
Tratamento da incontinência urinária feminina: principais opções
Existem algumas opções de tratamento da incontinência urinária feminina. Mudanças no estilo de vida, como perder peso e reduzir o consumo de cafeína e álcool, o treinamento vesical, no qual a mulher aprende maneiras de esperar mais tempo entre a necessidade de urinar e efetivamente urinar, essas podem ser inicialmente uma escolha de tratamento da incontinência urinária.
Caso essas mudanças não surtam efeito, a uroginecologista pode recomendar outras terapias.
Tratamento medicamentoso e exercícios fisioterápicos
O tratamento da incontinência urinária pode incluir fisioterapia e medicamentos.
Os músculos do assoalho pélvico envolvem a bexiga e a uretra e controlam o fluxo de urina. Quando esses músculos estão fracos ou danificados, podem causar incontinência urinária, por isso, fortalecer esses músculos geralmente é recomendado.
Os medicamentos indicados no tratamento da incontinência urinária por urgência incluem os chamados antimuscarínicos, que tratam a necessidade urgente de urinar, além de medicamentos Beta 3 adrenérgicos que relaxam os músculos da bexiga, o que ajuda a bexiga a se encher e armazenar urina.
Laser vaginal
O tratamento da incontinência urinária feito com laser é uma opção para casos leves de perda involuntária de urina. O objetivo é estimular a produção de colágeno na região vaginal, fortalecendo os tecidos e melhorando a sustentação da bexiga e uretra, o que pode reduzir ou eliminar os escapes. O procedimento é minimamente invasivo, indolor e permite um rápido retorno às atividades diárias.
Aplicação intravesical de toxina botulínica
A toxina botulínica pode ser injetada no músculo detrusor da bexiga para tratar a incontinência de urgência e a síndrome da bexiga hiperativa refratária. O efeito desse tratamento da incontinência urinária é temporário, mas a toxina eventualmente pode ser reaplicada de seis meses a 1 ano.
Cirurgia de sling
O principal método cirúrgico para tratamento da incontinência urinária de esforço é o procedimento de sling transobturatório ou retropúbico. Procedimento no qual é colocado uma tela sintética ou biológica na uretra média.
Neuromodulação Sacral
A neuromodulação sacral é um tratamento para casos refratários de bexiga hiperativa. O sistema de neuromodulação envia impulsos elétricos para os nervos sacrais que controlam a bexiga e os músculos relacionados com continência urinária.
Quando a cirurgia é indicada no tratamento da incontinência urinária?
Se a incontinência por esforço não melhorar significativamente com mudanças no estilo de vida e fisioterapia, a cirurgia geralmente será recomendada como o próximo passo no tratamento da incontinência urinária.
E, caso a IU de esforço for causada por defeito esfincteriano, a cirurgia de incontinência urinária está indicada.
A neuromodulção sacral é indicada para tratamento da bexiga hiperativa que não respondeu a outros tratamentos clínicos. Para saber se o paciente irá responder ao tratamento é realizado um período de teste com equipamento.
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Como é feita a cirurgia para tratamento da incontinência urinária?
O tratamento da incontinência urinária feito com cirurgia de sling consiste na colocação de uma tela fina e pequena, feita de material sintético ou biológico, sob a uretra. Essa faixa atua como um suporte para a uretra, ajudando a manter o canal urinário fechado durante atividades que normalmente causam perda de urina.
A técnica geralmente envolve a inserção do sling através de pequenas incisões na vagina ou na região abdominal. Por ser uma cirurgia minimamente invasiva, a mulher pode receber alta no mesmo dia.
O procedimento demora, em média, 30 minutos, e a maioria das mulheres pode voltar ao trabalho em poucos dias e retomar as relações sexuais em três semanas.
Em relação ao neuromodulador sacral, a cirurgia para inserção do sistema é um procedimento rápido, realizado em centro cirúrgico. A cirurgiã realiza um incisão na nádega, parte superior, para inserir o neuroestimulador, sob a pele. A seguir, outra pequena incisão é feita na parte inferior das costas, por onde um eletrodo de longa permanência será inserido. O neuroestimulador envia impulsos elétricos por meio do eletrodo para os nervos sacrais.
Qual médica realiza o tratamento da incontinência urinária?
O tratamento da incontinência urinária feminina deve ser indicado e realizado por uma médica ginecologista especializada em uroginecologia. A Dra. Priscila Matsuoka possui ampla experiência no tratamento da incontinência urinária feminina. A especialista atua com foco em tratamentos minimamente invasivos, com uma abordagem personalizada, centrada na qualidade de vida e nas necessidades individuais de cada paciente.
Fontes:


