O adenomioma é um nódulo benigno que se forma quando tecido do endométrio cresce dentro do músculo do útero
A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença do endométrio, o tecido que reveste o interior do útero, infiltrando a camada muscular uterina, o miométrio.
Quando essa infiltração acontece de maneira espalhada, chamamos de adenomiose difusa. Já quando essa infiltração se concentra em uma área específica, formando um nódulo bem delimitado, damos o nome de adenomiose focal. O nódulo formado nesse tipo é chamado de adenomioma.
Embora não seja uma doença grave, o adenomioma pode causar bastante desconforto, afetando a qualidade de vida de muitas mulheres. O diagnóstico precoce permite o tratamento adequado para reduzir os sintomas e evitar o agravamento do quadro.
Relação entre adenomioma e adenomiose
O adenomioma é uma forma focal de adenomiose. Enquanto a adenomiose difusa compromete grandes áreas da musculatura do útero, o adenomioma corresponde a uma infiltração localizada de glândulas e estroma endometrial que formam um nódulo dentro do miométrio.
Assim, a adenomiose difusa afeta o útero inteiro ou grandes porções dele, enquanto o adenomioma afeta apenas um ponto específico, como se fosse um caroço dentro do músculo.
Principais sintomas do adenomioma
Muitas pessoas com adenomioma não apresentam sintomas. Em alguns casos, a condição é identificada em exames de rotina, como ultrassom ou ressonância.
Os sintomas do adenomioma podem se confundir com outras condições ginecológicas como o mioma, o que às vezes atrasa o diagnóstico. Por isso, qualquer alteração menstrual persistente merece atenção médica.
Os sintomas mais comuns incluem:
- cólica menstrual intensa;
- sangramento uterino anormal;
- dor durante a relação sexual;
- peso ou pressão na pelve;
- aumento do volume uterino.
Como diagnosticar o adenomioma?
O diagnóstico do adenomioma começa com a avaliação dos sintomas e exames de imagem, que ajudam a observar melhor o interior do útero. Na maioria das vezes, o primeiro passo é o ultrassom transvaginal, que pode mostrar uma área mais espessa e irregular no músculo uterino, às vezes com pequenos cistos internos.
Como o adenomioma nem sempre tem limites bem definidos, pode ser necessário complementar a investigação com uma ressonância magnética, que é o exame mais preciso para diferenciar essa condição de outras lesões uterinas.
Em alguns casos específicos, a confirmação só acontece quando o tecido é removido cirurgicamente e analisado no microscópio. Na maioria dos pacientes, a combinação entre sintomas e exames de imagem costuma ser suficiente para identificar o adenomioma e orientar o tratamento adequado.
Qual é o tratamento do adenomioma?
O cuidado costuma começar por abordagens clínicas, como o uso de anti-inflamatórios para aliviar a dor e de tratamentos hormonais que ajudam a controlar o sangramento e reduzir as cólicas. Em alguns casos, a médica também pode indicar do dispositivo intrauterino hormonal que diminuem os sintomas.
Quando os sintomas persistem, podem ser considerados procedimentos minimamente invasivos. Entre eles estão a ressecção do adenomioma por videolaparoscopia ou cirurgia robótica.
Nos quadros mais severos, quando o desconforto é intenso e as opções anteriores não oferecem alívio suficiente, a cirurgia pode ser recomendada. Já em situações em que a mulher não pretende engravidar e sofre com sintomas incapacitantes, a retirada do útero pode ser considerada como solução definitiva.
Diferença entre mioma e adenomioma
Apesar de muitas vezes causarem sintomas semelhantes, como dor pélvica e sangramento aumentado, mioma e adenomioma são problemas diferentes. O mioma é um tumor benigno formado somente pelo músculo do útero. Ele se desenvolve quando as células musculares da parede do útero passam a se multiplicar de forma anormal, dando origem a um nódulo sólido.
Já o adenomioma aparece quando o tecido do endométrio, que deveria revestir apenas a parte interna do útero, infiltra a camada muscular e forma um nódulo misturado, sendo parte músculo e parte tecido endometrial. Por causa dessa combinação, o adenomioma tende a ser mais irregular e menos uniforme do que um mioma.
Essa diferença é visível nos exames de imagem. Os miomas costumam ter bordas bem definidas e aspecto homogêneo, o que facilita a identificação. Já os adenomiomas apresentam contornos irregulares, áreas mais heterogêneas e pequenos cistos internos, características que surgem pela presença do tecido semelhante ao endométrio dentro da musculatura.
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Fontes
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia


