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Como é feita uma histerectomia de qualidade?

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Dra. Priscila Matsuoka
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Com diferentes técnicas disponíveis para o procedimento, a cirurgia robótica se destaca por ser minimamente invasiva e envolver menos riscos

A histerectomia é a cirurgia de retirada do útero para o tratamento de condições que não responderam da forma esperada a outros procedimentos. O procedimento pode remover apenas o útero ou outros órgãos reprodutivos, como ovários e tubas uterinas.

A seguir, entenda como é feita a histerectomia, quais são as indicações para o procedimento e os cuidados durante a recuperação.

Saiba se a histerectomia é indicada para o seu caso!

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Dra. Priscila Matsuoka

Quando a histerectomia é indicada?

Antes de entender como é feita a histerectomia, é importante compreender em quais situações ela é indicada:

  • adenomiose;
  • câncer de útero e câncer do colo uterino;
  • hiperplasia endometrial atípica;
  • mioma uterino;
  • prolapso uterino;
  • endometrite;
  • pólipo endometrial recorrente.

Planejamento e preparação para histerectomia

O planejamento da histerectomia começa com a avaliação médica e a solicitação de exames pré-operatórios para avaliar o risco cirúrgico. Entre os exames estão:

  • hemograma;
  • coagulograma;
  • ultrassom transvaginal;urina;
  • eletrocardiograma;
  • radiografia do tórax.

O planejamento e preparação permite garantir a boa saúde geral da paciente, tratamento até mesmo quadros de anemia antes do procedimento. Outros cuidados importantes antes da histerectomia são:

  • informar os medicamentos de uso contínuo e interromper o uso daqueles que aumentam o sangramento, como AAS e ginko biloba;
  • conversar sobre distúrbios de coagulação e medicações tomadas no tratamento;
  • realizar jejum de 8 horas;
  • retirar cílios postiços, jóias, apliques e qualquer acessório antes do procedimento;
  • interromper uso de  tirzepatida e semaglutida 21 dias antes da cirurgia;
  • não depilar nas 72 horas anteriores à cirurgia, evitando lesões.

Como é feita uma boa histerectomia?

A histerectomia é um procedimento cirúrgico que pode ser executado por diferentes métodos, os quais impactam tanto a técnica utilizada quanto a recuperação da paciente. A escolha do método adequado é crucial e deve ser baseada em fatores como o tamanho do útero, condições associadas (como endometriose), a experiência do cirurgião, a indicação do procedimento e as comorbidades da paciente.

  1. Histerectomia Abdominal: Neste método, um corte é realizado no abdômen, semelhante ao utilizado em cesarianas. Isso permite o acesso ao útero, que é cuidadosamente separado de ligamentos e vasos sanguíneos, cauterizando as estruturas antes da remoção do órgão.
  2. Histerectomia Vaginal: O procedimento é realizado com uma incisão na vagina, facilitando a retirada do útero através do canal vaginal, sem necessidade de cortes abdominais.
  3. Histerectomia por Videolaparoscopia: Esta técnica minimamente invasiva utiliza pequenas incisões no abdômen para inserir instrumentos cirúrgicos e uma câmera. Isso permite que a cirurgiã visualize o procedimento em tempo real enquanto separa o útero dos ligamentos, podendo removê-lo via vaginal ou em fragmentos pelas pequenas incisões.
  4. Histerectomia Robótica: Análoga à videolaparoscopia, essa abordagem utiliza braços robóticos controlados pela cirurgiã, proporcionando movimentos mais precisos e estáveis durante a operação.

Aspectos Cruciais a Considerar

A escolha da técnica cirúrgica apropriada também deve considerar a possibilidade de realizar procedimentos de suporte apical concomitantes, especialmente em pacientes com sintomas de prolapso. Estudos demonstraram que a histerectomia, quando realizada para corrigir prolapso, pode aumentar o risco de recorrência de prolapso, dependendo da técnica de fechamento do cúpula vaginal e da incorporação dos ligamentos de suporte.

  • A realização de uma suspensão apical durante a histerectomia pode ter um impacto significativo na taxa de recorrência de prolapso. Estudos sugerem que a associação de procedimentos de suporte durante a histerectomia é subutilizada, o que pode contribuir para altas taxas de prolapso recidivante.
  • É essencial avaliar as pacientes na pré-operatória quanto a sinais de prolapso utilizando o Sistema de Qualificação do Prolapso de Órgãos Pélvicos (POP-Q) .

Importância da Avaliação

Durante a consulta pré-operatória, as pacientes devem ser informadas sobre o risco de complicações associadas à histerectomia, incluindo aumento da taxa de internação, necessidade de transfusão sanguínea e risco cirúrgicos. A decisão de realizar uma histerectomia e, possivelmente, um suporte apical deve ser discutida em profundidade, levando em consideração os riscos e benefícios.

Concluindo, uma boa histerectomia deve ser planejada cuidadosamente, considerando cada paciente de forma individual, buscando uma abordagem minimamente invasiva e eficaz, que atenda às suas necessidades e promova uma recuperação segura.

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Dra. Priscila Matsuoka

Pós-operatório e cuidados na recuperação

O pós-operatório depende de como é feita a histerectomia, já que as técnicas influenciam na recuperação. Na histerectomia abdominal, a paciente pode ficar internada por até três dias e levar cerca de seis semanas para a recuperação.

Quando o procedimento é feito por métodos menos invasivos, esse tempo pode ser reduzido para a metade. É comum que a paciente receba no dia seguinte após a cirurgia e se recupere em aproximadamente duas a três semanas.

Independentemente da técnica, existem alguns cuidados que devem ser seguidos, como:

  • tomar os analgésicos indicados pela ginecologista em casos de dor;
  • não realizar atividades físicas até a liberação médica, que costuma ocorrer em 30 dias;
  • manter a região íntima limpa apenas com água e sabão;
  • não ter relações sexuais por cerca de 45 a 60 dias;
  • comparecer às consultas de acompanhamento;
  • observar sinais de infecção e procurar ajuda médica o quanto antes.

Qual a via de histerectomia com melhor recuperação?

A histerectomia via robótica oferece uma melhor recuperação em comparação às outras técnicas, especialmente a abdominal. Como esse método utiliza braços robóticos para movimentos precisos, causa menos trauma aos tecidos e possui menor risco de complicações.

Assim, a técnica via robótica permite receber alta mais rápido e provoca menos dor e sangramento durante a recuperação. Ainda assim, é fundamental seguir as orientações médicas rigorosamente para evitar infecções.

Possíveis complicações e como manejá-las

Além de saber como é feita a histerectomia, é preciso entender as possíveis complicações, como evitá-las e tratá-las. Entre os principais riscos estão a infecção, sangramento intenso, lesão a órgãos próximos e reações à anestesia.

Também podem ocorrer complicações tardias, como:

  • prolapso genital: parte dos órgãos não removidos podem perder a estrutura e sair pelo canal vaginal;
  • queloides: algumas pessoas têm a tendência de formar quelóide nas cicatrizes.

Essas complicações podem ser tratadas com medicamentos e fisioterapia, que fortalece a região pélvica. Cirurgias corretivas podem ser necessárias em casos mais complexos.

Por isso realizar a cirurgia com uma equipe cirúrgica capaz de prever as complicações e minimizar as chances dela é o recomendável.

Fatores para uma boa histerectomia

A forma como é feita a histerectomia não é o único fator para um resultado satisfatório. Antes de realizar a cirurgia, avalie o cirurgião, optando por um profissional que seja especializado em cirurgia ginecológica minimamente invasiva e tenha experiência na técnica que será realizada.

Não menos importante é a instalação hospitalar. Analise a infraestrutura e recursos disponíveis, verificando se são modernas e equipadas para lidar com a cirurgia e possíveis emergências. A reputação do hospital e da equipe são importantes e podem ser encontradas com pesquisas na internet.

Qual médico realiza a histerectomia?

O procedimento é realizado pela ginecologista especializada em cirurgias minimamente invasivas ou uroginecologista. Dependendo de como é feita a histerectomia, é necessário ter especialização na técnica escolhida, como a robótica.

A Dra. Priscila Matsuoka é uroginecologista especializada em Cirurgia Robótica pelo Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa.

Para saber mais sobre como é feita a histerectomia, entre em contato com a Dra. Priscila Matsuoka para agendar a sua consulta!

 

Fontes

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)

Cuidado integral
à saúde da mulher

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