O procedimento é recomendado quando há sintomas como dor, infecções frequentes ou mudanças no padrão urinário.
Os cistos periuretrais são pequenas formações cheias de líquido que se desenvolvem ao redor da uretra, o canal responsável por eliminar a urina do corpo. Isso pode advir das glândulas localizadas perto da uretra, como as glândulas de Skene, ou, ainda, de restos embrionários, como o ducto de Gartner.
Na maioria das vezes, essa condição não apresenta sintomas e é identificada de forma incidental durante exames ginecológicos de rotina. A necessidade de remoção de cisto na uretra depende do quanto ele interfere na qualidade de vida da paciente, frequentemente exigindo apenas um monitoramento regular.
Saiba mais sobre cistos periuretrais com a Dra. Priscila Matsuoka!

Principais tipos de cistos periuretrais
Os cistos periuretrais são classificados pela sua origem. Os cistos das glândulas de Skene estão localizados inferiormente e lateralmente em ambos os lados da uretra e produzem um fluido que lubrifica e protege de infecções. Se o ducto dessas glândulas fica obstruído, se forma um cisto, que é uma bolsa com líquido acumulado. Normalmente, não causam sintomas, mas podem provocar dor ao urinar e ao fazer sexo ou sensação de pressão na região.
Cistos do ducto de Gartner se originam de remanescentes embrionários que, em circunstâncias normais, são reabsorvidos antes do nascimento. Caso contrário, ficam na lateral da vagina ou próximos à uretra, criando bolsas de líquido. Embora geralmente não causem sintomas, podem provocar desconforto, dor pélvica, sensação de massa e atrapalhar a urina ou o sexo. Em alguns casos, podem infectar e virar abscessos.
Quando a remoção de cisto periuretral é necessária?
Nem todos os cistos localizados na região periuretral exigem intervenção cirúrgica. A indicação para remoção de cisto na uretra costuma ser reservada aos casos em que os sintomas persistem ou há possibilidade de complicações.
A cirurgia é geralmente considerada quando há:
- Cistos de grande tamanho que causam dor ao redor;
- Episódios frequentes de infecção urinária ou vaginal;
- Dor para urinar;
- Dificuldade para urinar;
- Dor na relação sexual;
- Presença de secreção purulenta;
- Aumento progressivo do tamanho do cisto;
- Necessidade de diagnóstico preciso quando há dúvidas clínicas.
Como a remoção de cisto periuretral é realizada?
A técnica mais indicada para retirada de cisto uretral não infectado é a ressecção completa do cisto sob anestesia. Caso seja feita apenas a marsupialização do cisto, técnica em que o cisto é apenas aberto e as suas bordas são suturadas à mucosa, criando uma abertura permanente para drenar o líquido, a chance de ocorrer recorrência é enorme. Em todos os casos em que há proximidade com a uretra, é essencial realizar uma uretroscopia com cistoscópio para verificar se há comunicação com a uretra ou verificar se, após a cirurgia, a uretra está íntegra.
Quando o cisto está infectado ou evoluiu para abscesso, o tratamento inicial envolve antibióticos orais ou endovenosos, a depender do caso. Depois, pode ser preciso fazer uma drenagem cirúrgica para retirar o pus e, nesse caso, sim, pode ser indicada a marsupialização do cisto periuretral. Em alguns casos, uma segunda cirurgia para a completa remoção de cisto na uretra é recomendada, especialmente se ele voltar a aparecer e crescer.
Remova os cistos periuretrais com uma ginecologista especialista!

Como é o pós-operatório da retirada de cisto periuretral?
O pós-operatório da remoção de cisto na uretra exige cuidados específicos para garantir uma recuperação adequada e prevenir complicações. Após o procedimento, a paciente deve manter repouso relativo nos primeiros dias, evitando esforços físicos e atividades que aumentam a pressão na região pélvica.
O controle da dor, geralmente de intensidade leve, pode ser feito com o uso de analgésicos. Antibióticos também podem ser prescritos, especialmente quando houve infecção anterior para prevenir infecções secundárias.
Outros cuidados incluem:
- Fazer uma higiene íntima cuidadosa, conforme orientação médica, para evitar infecções na área operada;
- Evitar relações sexuais durante a cicatrização, que geralmente leva de 4 a 8 semanas;
- Aguardar de 2 a 4 semanas para retomar atividades leves, como o trabalho e os afazeres do dia a dia.
Em algumas situações, especialmente quando há manipulação da uretra ou risco de obstrução urinária, pode ser necessário o uso de uma sonda vesical por alguns dias. Essa medida facilita a drenagem contínua da urina, reduzindo a pressão sobre a região operada e permitindo que os tecidos cicatrizem sem tensão. A sonda é removida assim que a cicatrização avança e a função urinária normal é restabelecida.
Todo cisto periuretral precisa ser removido?
Não é necessário realizar a remoção de cisto na uretra em todos os casos. Quando o cisto é pequeno e assintomático, o mais indicado é o acompanhamento clínico. Nesse tratamento conservador, a médica realiza avaliações periódicas através de exames físicos e de imagem para observar se há mudanças no tamanho ou no comportamento do cisto ao longo do tempo.
A cirurgia para remoção de cisto na uretra é reservada para situações em que há sintomas urinários, infecções recorrentes, crescimento do cisto, dor local, dificuldade para urinar ou impacto na vida sexual. Também pode ser necessária se houver suspeita de infecção no cisto ou sinais de alterações que indiquem algo mais grave.
Qual profissional realiza a remoção de cisto periuretral?
Na maioria dos casos, urologistas ou ginecologistas com experiência em cirurgia urogenital feminina realizam a remoção de cisto na uretra. Em situações mais complexas, especialmente quando há comprometimento da uretra, o ideal é contar com uma equipe multidisciplinar com uma uroginecologista com experiência cirúrgica e uma urologista, garantindo mais segurança e melhores resultados.
A Dra. Priscila Matsuoka, uroginecologista referência na área, realiza o diagnóstico e a remoção de cisto na uretra conforme há necessidade, sempre com foco em oferecer uma abordagem humanizada e priorizando o cuidado individualizado e o bem-estar das suas pacientes.
Entre em contato com a Dra. Priscila Matsuoka para agendar a sua consulta!
Fontes:


