Saiba quando é indicado, como é feito e quais os impactos para quem deseja engravidar
Sinequias uterinas são aderências (cicatrizes) que se formam dentro da cavidade uterina, conectando as paredes uterinas opostas. Geralmente, são resultados de traumas secundários à cirurgia uterina, como miomectomia ou curetagem.
Em grande parte das vezes, a melhor opção de tratamento é a cirurgia para remoção das aderências. Saiba mais continuando a leitura deste texto.
O que é sinequia uterina?
A sinequia uterina, também conhecida como síndrome de Asherman, é uma aderência que se forma dentro do útero (é semelhante a cicatrizes internas).
A causa mais comum de sinequias uterinas é o desenvolvimento de uma lesão após um procedimento cirúrgico que envolve a cavidade e o revestimento interno do útero. Um exemplo de procedimento que pode levar ao seu surgimento é a curetagem, para a qual o colo do útero é aberto e o conteúdo tecidual do útero é esvaziado. As sinequias podem se formar após uma curetagem realizada para complicações na gravidez, como sangramento uterino após o parto ou aborto espontâneo ou, menos comumente, por problemas ginecológicos que envolvem o útero.
Outras possíveis causas da formação de aderências são infecções do revestimento uterino (endometrite), remoção cirúrgica de miomas na cavidade uterina e ablação endometrial (um procedimento cirúrgico usado para cauterizar o revestimento uterino e reduzir o sangramento menstrual).
A sinequia uterina apresenta sintomas?
Muitas mulheres não apresentam sinais ou sintomas que indiquem a presença de sinequias no útero. No entanto, algumas podem apresentar:
- Ausência de menstruação;
- Irregularidade no ciclo menstrual;
- Dificuldade para engravidar;
- Abortos espontâneos recorrentes;
- Complicações na gestação, devido à fixação anormal da placenta ao útero;
- Dor na região pélvica e durante o período menstrual podem ocorrer, mas com menos frequência.
Tratamento cirúrgico realizado por uma especialista em sinequia uterina!

Quando o tratamento cirúrgico para sinequia uterina é indicado?
Em geral, o tratamento cirúrgico para sinequia uterina é indicado em situações específicas, como quando as aderências causam sintomas ou impedem a função reprodutiva normal. O objetivo é remover as aderências e, posteriormente, restaurar o tamanho e a forma normais da cavidade uterina.
Como o tratamento cirúrgico para sinequia uterina é realizado?
O tratamento cirúrgico para sinequia uterina é feito com a remoção das aderências intrauterinas por histeroscopia. O procedimento geralmente é feito sob anestesia geral ou sedação.
Durante a histeroscopia, a médica usa um instrumento fino chamado histeroscópio, que é inserido na vagina, através do colo do útero, até o útero, para examinar o interior do órgão e remover o tecido cicatricial.
Após a remoção das aderências, no caso de sinequias graves, a médica pode recomendar a colocação um gel de barreira de adesão, dentro do útero, para manter as paredes uterinas separadas e evitar a formação de novas sinequias.
Cuidados e recuperação pós-tratamento cirúrgico para sinequia uterina
Após o tratamento cirúrgico para sinequia uterina, alguns cuidados são necessários para a plena recuperação. Estes incluem:
- Evitar esforço físico intenso por pelo menos dois a cinco dias, conforme orientação médica;
- Evitar manter relações sexuais por cerca de duas a quatro semanas;
Alguns sintomas são esperados após o tratamento cirúrgico para sinequia uterina, como cólicas leves e sangramento vaginal leve. Anti-inflamatórios podem ser prescritos para alívio da dor.
Nova histeroscopia diagnóstica é geralmente recomendada de quatro a seis semanas após a cirurgia para confirmar que as aderências foram totalmente removidas.
A maioria das pacientes retorna às atividades normais dentro de uma semana; o ciclo menstrual geralmente retorna dentro de quatro a oito semanas após o tratamento cirúrgico para sinequia uterina.
Perguntas frequentes
Abaixo, relacionamos algumas perguntas comuns que as pacientes fazem quando recebem indicação de tratamento cirúrgico para sinequia uterina.
O tratamento cirúrgico para sinequia uterina melhora as chances de gravidez?
Após o tratamento cirúrgico para sinequia uterina, algumas pacientes continuam a ter dificuldades com períodos menstruais ausentes ou infrequentes. Além disso, gestações que ocorrem após o tratamento cirúrgico para sinequia uterina podem ter maior risco de complicações como aborto espontâneo, trabalho de parto prematuro, sangramento no terceiro trimestre e/ou fixação anormal da placenta à parede uterina.
A chance de gravidez bem-sucedida após o tratamento se correlaciona com o tipo e a extensão das aderências. Pacientes com aderências leves a moderadas geralmente apresentam um retorno à função menstrual normal e têm taxas de gravidez a termo bem-sucedidas de aproximadamente 70% a 80%.
Já aquelas com aderências graves ou destruição extensa do endométrio podem ter taxas de gravidez a termo de apenas 20% a 40% após o tratamento cirúrgico para sinequia uterina.
Aquelas com danos extensos ao endométrio que não melhoram após o tratamento podem considerar outras opções, como métodos de reprodução assistida.
Toda sinequia precisa de cirurgia?
Geralmente, o tratamento cirúrgico para sinequia uterina é indicado apenas quando há sintomas presentes, como infertilidade ou dores pélvicas crônicas.
O tratamento cirúrgico para sinequia uterina é doloroso?
O tratamento cirúrgico para sinequia uterina não costuma ser doloroso, pois ele é feito sob anestesia ou sedação. Cólicas leves ou desconforto abdominal podem ocorrer algumas horas após a cirurgia.
A sinequia pode voltar?
Sim, a sinequia pode voltar.
Fontes:
Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)


