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Disúria crônica: o que pode ser a ardência ao urinar?

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Mulher com dores na região abdominal e figura ilustrativa de bexiga
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

O sintoma pode ter origem urológica ou ginecológica, sendo necessária uma avaliação especializada para identificar a causa

A disúria crônica causa dores e uma sensação de queimação na hora de urinar, o que sinaliza a existência de doenças no sistema urinário. Esse sintoma costuma estar associado a outros sinais, o que dificulta ainda mais a realização de atividades diárias. Muitas vezes, as pacientes evitam as relações sexuais por causa desses desconfortos. O diagnóstico e o tratamento adequado permitem melhorar a qualidade de vida dessas mulheres.

O que é disúria crônica?

A disúria crônica é a dor ou o desconforto ao urinar e muitas vezes ela vem acompanhada de ardência na região genital ou desconforto na uretra e na vagina. A disúria não é uma doença, mas um sinal de que existe alguma condição no sistema urinário. Esse incômodo, mais frequente em mulheres, é considerado crônico quando dura ou ocorre com frequência por mais de 6 meses.

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Quando a ardência ao urinar é preocupante?

A ardência ao urinar deve sempre ser um sinal de alerta. Porém, ela pode ser leve e passageira, como após o uso de produtos de higiene íntima ou em situações de desidratação momentânea. No entanto, se o desconforto persistir ou vier acompanhado de outros sintomas, a médica deve ser consultada o quanto antes.

Quais são os sintomas associados à disúria crônica?

A disúria crônica pode indicar diferentes doenças do trato urinário e geralmente vem acompanhada de outros sintomas relacionados à condição de origem. Esses sintomas podem variar, como:

  • Queimação ou dor ao urinar, na entrada da uretra ou na região da bexiga, que corresponde à parte inferior do abdômen;
  • Febre;
  • Dor lombar;
  • Corrimento uretral ou vaginal;
  • Vontade de urinar intensa e frequente;
  • Urina turva ou com presença de sangue;
  • Urina com cheiro forte;
  • Dificuldade para iniciar o jato urinário;
  • Gotejamento terminal, que são pingos após a micção;
  • Dor nas costas e dor no flanco;
  • Dor ao enchimento vesical;
  • Noctúria (acordar mais do que duas vezes à noite para urinar);
  • Dor para ter relações sexuais;
  • Dor pélvica crônica;
  • Cólicas menstruais;
  • Náusea e vômito.

Identifica esses sintomas? A Dra. Priscila Matsuoka pode te ajudar!

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Dra. Priscila Matsuoka

Causas comuns de disúria crônica

A disúria crônica pode ter origem urológica ou ginecológica. Apenas a combinação de análise das queixas da paciente, exames complementares e avaliação especializada pode determinar a causa com precisão, que pode incluir:

Infecções do trato urinário recorrentes

Infecções do trato urinário recorrentes são as causas mais comuns da disúria crônica. Essa condição ocorre quando bactérias entram e se acumulam nos rins, ureteres, bexiga ou uretra, provocando inflamação. Nesses casos, além da dor ao urinar, a paciente também apresenta urgência e frequência na micção, urina turva e com odor forte, febre e mal-estar.

Cistite intersticial

A cistite intersticial, também conhecida como síndrome da bexiga dolorosa, é uma inflamação crônica da bexiga que provoca irritação nas paredes do órgão por seis semanas ou mais. Diferente da cistite comum, de origem bacteriana, essa condição não é causada por infecção. Além da disúria, os sintomas incluem pressão na região da bexiga, dor durante a relação sexual, aumento da frequência urinária e dor ao enchimento vesical.

Síndrome de congestão pélvica

Essa condição ocorre quando as veias da pelve ficam dilatadas e congestionadas, causando dor crônica na região, principalmente durante o período menstrual ou após relações sexuais. A síndrome de congestão pélvica provoca a disúria, assim como dor lombar e nas pernas. Pode estar associada a varizes vulvares.

Tuberculose no trato urinário

A tuberculose é uma doença infecciosa que geralmente se manifesta inicialmente nos pulmões, mas que pode se disseminar para outras partes do corpo, incluindo o trato urinário. Nesses casos, as pacientes frequentemente relatam sintomas como ardência ao urinar, presença de sangue na urina, aumento da frequência urinária à noite, dor lombar ou nos flancos e cólicas renais.

Endometriose

A endometriose é caracterizada pela presença do tecido endometrial fora da cavidade uterina, atingindo outros órgãos dentro ou fora da pelve. Entre os principais sintomas, estão cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual, disúria, dificuldade em urinar e sensação de micção incompleta, podendo sinalizar lesões na bexiga.

Atrofia vaginal

Na atrofia vaginal, o revestimento da vagina torna-se mais fino, seco e frágil devido a alterações hormonais, especialmente a queda nos níveis de estrogênio durante a menopausa. Essa degeneração dos tecidos aumenta o risco de infecções urinárias e pode causar disúria, em razão da redução da lubrificação natural da vagina e da vulva.

Cálculos urinários

Conhecidos como pedras nos rins, os cálculos urinários se formam pelo acúmulo de sais minerais nos rins ou em outras regiões do trato urinário. Eles podem causar disúria, principalmente quando obstruem o fluxo de urina ou irritam a uretra e a bexiga, provocando inflamação. Além da dor intensa, é comum o surgimento de sintomas como sangue na urina, dificuldade para urinar e sensação constante de urgência miccional.

Uretrite crônica

A uretrite crônica é a inflamação persistente da uretra, geralmente causada por infecções bacterianas, vírus ou agentes irritativos. Essa condição provoca sintomas, como ardência ao urinar, secreção uretral, desconforto na região genital e, muitas vezes, dor durante a relação sexual.

Cistite actínica

É uma inflamação na bexiga causada por radioterapia pélvica para tratamento de câncer. Os sintomas mais comuns são hematúria (sangue na urina), disúria, incontinência urinária, espasmos musculares na bexiga e urgência miccional.

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Como é feito o diagnóstico da disúria crônica?

Para diagnosticar a disúria crônica, a médica investiga os sintomas, seu tempo de duração e se já ocorreram anteriormente. Além disso, são feitas perguntas para verificar sintomas associados, como febre, histórico sexual recente e características da urina, informações que ajudam no diagnóstico da causa dos incômodos.

O exame físico inclui a palpação do abdômen para detectar sensibilidade na região da bexiga e outras áreas de desconforto. O exame pélvico também pode ser realizado para verificar inflamações ou secreções. O diagnóstico definitivo pode ser confirmado por meio de exames de urina e avaliações dos órgãos envolvidos, como bexiga, rins e útero.

Como tratar a disúria crônica?

O tratamento da disúria depende da causa identificada. Em muitos casos, pode ser necessário o uso de antibióticos, especialmente quando a origem é uma infecção bacteriana. Já em situações inflamatórias não infecciosas, a médica pode indicar o uso de anti-inflamatórios ou outros medicamentos específicos para controlar os sintomas. Em alguns casos, medicamentos para tratamento de dor crônica podem ser utilizados.

O que fazer quando sentir ardência ao urinar?

A ardência ao urinar pode ter diversas causas, desde irritações leves e passageiras até infecções do trato urinário. Ao notar esse sintoma, é importante aumentar a ingestão de água, observar se há sinais associados, como dor, febre ou alterações na urina, e evitar substâncias irritantes.

Se o desconforto persistir por dias ou estiver associado a outros sinais, é necessário procurar ajuda médica. No caso das mulheres, a uroginecologista é a médica especializada em alterações urinárias e ginecológicas, sendo a profissional mais indicada para investigar e tratar infecções, cistites, alterações hormonais e endometriose.

Entre em contato com a Dra. Priscila Matsuoka para agendar sua consulta!

 

Fontes:

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)

Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN)

Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

Cuidado integral
à saúde da mulher

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