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Tratamentos para dor pélvica crônica: quais as opções?

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Mulher com mãos na barriga e sentada em sofá sentindo dores na região pélvica
Imagem meramente ilustrativa (Banco de imagens: Shutterstock)

Os cuidados podem incluir medicamentos, cirurgias, fisioterapia pélvica e terapias complementares, dependendo da causa e da intensidade da dor

A dor pélvica crônica pode afetar a rotina, o bem-estar e até a saúde emocional e sexual. Como ela pode ter diferentes causas e intensidades, os cuidados precisam ser personalizados.

A seguir, veja as principais opções de tratamentos para dor pélvica crônica, incluindo o papel da fisioterapia pélvica e os especialistas que acompanham o tratamento.

O que define a dor pélvica crônica?

A dor pélvica crônica é definida como uma dor localizada na parte inferior do abdômen que persiste por seis meses ou mais. Ela pode ser contínua ou surgir em crises, com intensidade que varia de leve a intensa, costumando ser descrita como peso, pressão, pontadas ou sensação de latejamento.

Ela não é considerada uma doença, mas um sintoma. Isso significa que ela pode estar relacionada a diferentes causas, como alterações ginecológicas, urológicas, intestinais, musculares ou até fatores neurológicos e emocionais, exigindo avaliação médica cuidadosa para identificar sua origem.

Causas mais comuns da DPC

A dor pélvica crônica pode ter diferentes origens e mais de um fator pode estar envolvido ao mesmo tempo:

  • ginecológicas: endometriose, adenomiose e miomas, que provocam inflamação, aumento do órgão, pressão sobre estruturas próximas e dor;
  • gastrointestinais: síndrome do intestino irritável, constipação crônica e hérnias da parede abdominal, que causam distensão, cólicas, aumento da pressão interna e desconforto contínuo;
  • urológicas: infecções urinárias recorrentes, inflamações crônicas da bexiga e cálculos urinários, condições que também podem resultar em dor na parte inferior do abdômen.

Possíveis tratamentos para dor pélvica crônica

Os tratamentos para dor pélvica crônica devem ser personalizados, começando pelo diagnóstico preciso da condição e correção das causas, também precisando focar no alívio da dor e na melhora da qualidade de vida.

Tratamento medicamentoso

Entre os principais tratamentos para dor pélvica crônica, está o uso de medicamentos. Podem ser prescritos analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares para reduzir a dor e o desconforto. Em alguns casos, também são indicados medicamentos que atuam no sistema nervoso, especialmente quando a dor crônica de difícil manejo como antidepressivos tricíclicos e anticonvulsivantes.

Intervenções cirúrgicas (laparoscopia) e bloqueios nervosos

Os tratamentos para dor pélvica crônica podem envolver procedimentos cirúrgicos, principalmente quando a dor está associada a condições como endometriose, adenomiose ou miomas.

A laparoscopia assistida por robô é uma cirurgia minimamente invasiva realizada com pequenos cortes no abdômen, por onde a médica introduz uma câmera e instrumentos para identificar e remover as alterações responsáveis pela dor.

Já os bloqueios nervosos são indicados quando a dor persiste mesmo após outros tratamentos para dor pélvica crônica. O procedimento consiste na aplicação de anestésico próximo aos nervos que transmitem a dor, com o objetivo de reduzir os sintomas.

Tratamentos complementares (como acupuntura, yoga e atividades físicas leves)

Os tratamentos para dor pélvica crônica também podem incluir abordagens complementares. A fisioterapia pélvica contribui para o relaxamento muscular, melhora da circulação local e melhor funcionamento da bexiga e do intestino.

Além disso, práticas como acupuntura, yoga, massagem terapêutica e atividades físicas leves podem atuar de forma auxiliar aos tratamentos para dor pélvica crônica, pois ajudam no controle da dor e no bem-estar geral.

O papel da fisioterapia pélvica no tratamento da dor pélvica crônica

A fisioterapia pélvica é uma aliada nos tratamentos para dor pélvica crônica, pois atua na musculatura do assoalho pélvico, que muitas vezes está tensa ou enfraquecida. Alterações nessa região podem manter ou intensificar a dor, mesmo quando a causa já está sendo tratada.

A fisioterapia ajuda a reduzir a tensão muscular, melhorar a circulação local e restabelecer o funcionamento adequado da pelve. Com isso, também pode melhorar sintomas urinários, intestinais e desconforto durante as relações sexuais.

Qual médica realiza o tratamento para dor pélvica crônica?

Os tratamentos para dor pélvica crônica geralmente são feitos por uma ginecologista, principalmente quando a causa está ligada a problemas do útero ou dos ovários, como endometriose, adenomiose ou miomas.

Como a dor pélvica pode ter várias origens, outros especialistas também podem participar do cuidado, como urologista, quando envolve a bexiga ou uretra, e gastroenterologista, quando há relação com o intestino.

Entre em contato com a Dra. Priscila Matsuoka para agendar sua consulta!

 

Fontes

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Dra. Priscila Matsuoka

Cuidado integral
à saúde da mulher

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(11) 99802-1564